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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Carta aberta de Felipe Cury, presidente da ACI de SJCampos, sobre a contratação de Adriano, o Imperador.


Embora seja um torcedor do Corinthians, concordo incondicionalmente com essa iniciativa do Sr. Felipe Cury. 


CARTA ABERTA ÀS TORCIDAS
 
 
Indubitavelmente, as torcidas de Corinthians e Flamengo são as duas maiores do Brasil. Isso não é apenas um fator de maiores rendas não, isso é um aumento de responsabilidade na formação desportiva e intelectual da grande massa de apaixonados pelo futebol.
Esses dois clubes precisam rever os seus valores. O importante não é apenas ganhar títulos e comemorar vitórias. Não é apenas marcar gols e faturar alto. É imperioso que incorporem valores novos para a posteridade: valores éticos, morais, um legado de dignidade e honra para as novas gerações.
É muito grande a responsabilidade para com os jovens torcedores. São crianças em fase de formação que, além da camisa, precisam cultuar princípios de respeito, alegria e comemoração sadia.
Após a primeira vitória do Rio de Janeiro sobre o crime organizado, agora recentemente um ex-jogador do Flamengo e pretendido pelo Corinthians, chamado Adriano ou Imperador, entrou em campo na Itália com uma camisa que tinha às costas o número 105. Indagado pela imprensa, explicou que 100 em algarismo romano é C e 5 é V, juntos formam CV, Comando Vermelho. O jogador disse que estava usando esse número em homenagem aos “irmãozinhos que estão sofrendo no Rio de Janeiro”. Os “irmãozinhos” são traficantes que fizeram a desgraça de muitas famílias, que corromperam jovens e ceifaram vidas prematuramente.
E agora esse imbecil, truculento com as pernas e com o cérebro, presta uma homenagem imoral àqueles que fugiram da polícia e da Justiça. Esse jogador cretino já frequentou páginas policiais com Wagner Love e o goleiro Bruno, hoje num presídio em Minas Gerais. Cabe às diretorias dos clubes zelarem pelas imagens que refletem as suas camisas. As equipes têm que ser limpas, tem que transmitir os bons exemplos de dignidade e honra. O Brasil carece de grandes reformas, precisa da reforma tributária e da política, mas deve ser priorizada também a reforma nos esportes para que sejamos de fato dignos usuários das argolas olímpicas.
Felipe Cury
Presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos)

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