quarta-feira, 16 de maio de 2012

Movimento Trabalhadores da Cultura



Convocatória Urgente Aos grupos e Movimentos Artísticos e Culturais de São Paulo Em especial ao Movimento de Teatro de Grupo

ENCONTRO URGENTE
ESSA QUINTA-FEIRA DIA 17 DE MAIO
Às 19h30

SOBRE O SEMINÁRIO EM SÃO PAULO QUE DISCUTE FINANCIAMENTO À CULTURA NO BRASIL ORGANIZADO PELA INICIATIVA PRIVADA.

Companheiro(a)s
 
Como já devem saber, ocorrerá na cidade de São Paulo dia 19 de maio, um Seminário entitulado Procultura, realização conjunta do Cemec e do site Cultura e Mercado que pela 1ª vez apresentará o relatório referente ao financiamento público à cultura no Brasil. Para participar desse debate de ORDEM PÚBLICA o cidadão paulistano terá que pagar R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta reais) para efetivar sua inscrição e contará com a presença de representantes do Ministério da Cultura, o Sr. Henilton Menezes, o atual relator do projeto Deputado Pedro Eugênio, o Secretário-Executivo do Ministério da Cultura Vitor Ortiz, Eduardo Saron, Fábio Cesnik, José Luiz Herencia e Marta Porto.
 
A pauta divulgada para este encontro foi:
Desafios para o financiamento à cultura no Brasil, o novo cenário da cultura brasileira, a nova Lei Rouanet, seus caminhos e descaminhos e o novo texto do Projeto de Lei.
 
Alguns grupos de Teatro de São Paulo resistentes à Privatização da Cultura fazem esse chamamento urgente pra discutir o nosso posicionamento frente a essa barbárie declarada.
 
Perguntas:
- Faremos alguma manifestação neste encontro no próximo sábado, dia 19 de maio?
- Qual o nosso posicionamento?
- Como se colocar na contramão diante dessa barbárie?

Podemos conversar também sobre as pautas de sempre:
·  Verbas públicas pra políticas públicas de Cultura! Dinheiro público para o interesse público!
· Pela transformação do projeto “Lei de Fomento ao Teatro Brasileiro” em lei extensiva às outras áreas artísticas (artes plásticas, dança, circo, música, culturas populares, literatura e cinema) e o encaminhamento através do executivo deste projeto como um projeto de governo com dotação orçamentária própria!
· Pela imediata votação da PEC 236 – Cultura como Direito Social e imediata votação da PEC 150 – 2% do orçamento da União pra Cultura.
· Pela imediata publicação de todos os Editais e continuidade dos outros.
· Pelo fim das Leis de Incentivo Fiscal!
 
Dia 17 de maio (essa quinta-feira) às 19h30
 
Local: Espaço do Ivo 60 e Kiwi Cia.
Rua Dr. Teodoro Baima, 78.
(Ao lado do Teatro de Arena)
Metrô República.
Telefones: (11) 8121-6554
 
TRABALHADORES DA CULTURA É CHEGADA A HORA DE MAIS UMA VEZ PERDER A PACIÊNCIA!
 
_______________________________________________________
 
PARA REFLEXÃO
 
O VAZIO DE UM DEBATE SOFRÍVEL QUE DESTRÓI NOSSA CULTURA
Por Carlos Henrique Machado Freitas
 
As conseqüências da sanha e ganância de lucros e poder jogaram o debate sobre cultura no Brasil num profundo vazio. Sem apresentar respostas às várias falhas de um sistema perverso os cultores do messiânico mercado estão de volta com suas sofríveis teorias para o território do mercado cultural.
A tática recorrente dos que falam em negócios da cultura é recarimbar seus discursos com outros títulos e outros vernizes. Foi assim durante esses vinte anos de leis de incentivo à cultura. Pior é que os oportunistas conseguem aprisionar muita gente com essa ideologia e aspiração sagrada ao mercado. E é a partir daí que começa a não valer mais a pena debater cultura. O ambiente está contaminado num nível muito acima do aceitável por um lixo residual da indústria do entretenimento e da captação de recursos públicos.
A oportunidade de abordar os desejos de uma soberania cultural fica desta forma cada vez mais distante já que o uníssono especulativo de quem faz do estado, tática de enriquecimento instantâneo amplia sua força institucional, sobretudo com esse rearranjo corporativo convocado pelo MinC. Vemos muita gente capturada por esse discurso sem fronteiras entre “cultura & negócio” que restaura o “status quo” do capitalismo cultural de estado inaugurado por Collor e levado a pique por FHC que sofreu uma fissura no governo Lula.
 
O grande problema que persiste no calor da “essencialidade” econômica no campo da cultura é que, num primeiro processo, esse mesmo diapasão não consegue expor nenhuma razão humana para construir uma opinião que integre o país através da inteligência, da criação do que é essencial para a passagem do país de nação passiva à nação ativa nas relações institucionais. Estamos novamente de frente para a opinião européia, valorizando um tema econômico quando deveríamos nos manter distantes, já que este, além de não trazer sinceridade em sua doença de origem, leva ao sétimo grau a sistematização de uma razão alienante sobre a importância da cultura de um país.
 
O que temos com a economia criativa? Um preparado laboratorial cheio de idéias, gráficos e ações estruturadas no neoliberalismo marxista? Sim, porque o somatório dessas implementações políticas para o setor cultural elabora prioridades econômicas específicas tentando artificializar um fórum social como representante de um sistema, os mesmos que vêm implantando uma específica metodologia especulativa através de negociatas com recursos públicos diante da apatia de uma intelectualidade que não consegue penetração no novo palco que registra mais um monumento ficcional para que continuemos a dar murros em ponta de faca e praticamente não sair do lugar.
 
Ora, será que é tão difícil fazer uma análise minimamente racional para pesquisar o nosso passado recente e olhar para o futuro com opinião própria? O grande problema é que, depois que a coisa se revela um embuste não se cobra responsabilidade, não se deixa um documento para que no futuro não continuemos com os espíritos estreitados e desprevenidos. Eu insisto em dizer que as relações institucionais da cultura no Brasil vêm dos gestores corporativos que mantêm seus objetivos ocultos de forma lenta e perniciosa trabalhando na destruição do caráter nacional da nossa cultura querendo nos empurrar não só culturas saturadas, mas economias quebradas. Tudo com artifícios celebralistas, anti-nacionais, anti-populares, levando ao extremo a arquitetura de poder, suas matemáticas viciadas e semi-mortas típicas do refúgio dos medíocres para nos jogar numa pretensa economia cultural, sendo que o contorcionismo antiartístico tem uma característica específica no crime lesa-pátria.
Dentro da esdrúxula e falsa economia estética há uma pequena elite de requintados que arranja sempre um jeito de individualizar a questão de um povo riquíssimo em sua criatividade, simulando com gráficos carregados de fábulas a ressurreição de seus  fracassos de ontem como é típico do setor privado dependente do Estado.
Se eles querem fazer da cultura um produto, uma atividade de comércio, por que não se desvinculam do Estado? A economia da cultura é mais um salve-se quem puder, comandado por um grupo de manjados capitalistas que vêm polarizando dentro do Estado modelos de gestão pública de cultura, comprimindo a sociedade e financiando suas regalias. Com isso o nosso país, outra vez, está nas mãos de imitadores vulgares que não se preocupam em preservar ou mesmo em aperfeiçoar um único traço fundamental de nossa fisionomia. Tudo se revela a partir de uma alma seca que vive de trocas de premiações redigidas pelas mesmas mãos da classe dominante.
O caráter nacional de nossa cultura está isolado, desfigurado, transformado num monstro de individualismos. Vamos esperar mais um fracasso de tantos acumulados há vinte anos? Vamos mergulhar num novo charlatanismo de meia ciência? Será que ninguém imagina que a única herança que a indústria do entretenimento nos deixou foi um lixo disseminado que envolve questões bem mais graves do que a superficialidade econômica que queremos reinventar?
 
Essa economia da cultura é um folhetim sem qualquer afinidade com a alma do povo brasileiro. O novo momento inglês no Brasil é conveniente aos espertos, sobretudo os divorciados de qualquer responsabilidade com o futuro do país. Mas enfim está redigida a carta para a realização de uma nova aventura das classes dominantes. Tudo feito sem debates públicos, redigido a toque de caixa para fabricar na base da improvisação mais um talento do charlatanismo da economia cultural.
 
Sinceramente até que o governo tome outra medida contra o pavoroso messianismo econômico, não dá para discutir cultura. Ficamos nove meses erguendo o nosso grito de alerta na tentativa de deter a nefasta infiltração da extrema direita anti-brasileira dentro do MinC. Não dá para ser mais tolerante e ter mais complacência com os prejuízos insanáveis para a cultura brasileira.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Venha se manifestar contra a privataria da Cultura!



Repasso convite postado no www.cartamaior.com.br, tratando da TV Cultura de SP!

Segue:

Venha se manifestar contra a privataria da Cultura!

Ato acontece no dia 3 de abril, terça-feira, no Sindicato dos
Engenheiros de São Paulo. Entidades denunciam desmonte geral da rádio
e TV Cultura, defendem retomada de programas extintos, democratização
do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, pluralismo,
diversidade na programação e uma política transparente e democrática
para abertura à programação independente.
Redação

As rádios e a TV Cultura de São Paulo se consolidaram historicamente
como uma alternativa aos meios de comunicação privados. As rádios AM e
FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular
brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos
principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e
o Opinião Nacional, e constituiu núcleos de referência na produção de
programas infantis e na de musicais, como o Ensaio e o Viola, Minha
Viola. As emissoras tornaram-se, apesar dos percalços, um patrimônio
da população paulista.

Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por
um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu
caráter público. Esse e outros fatos se destacam:

- mais de mil demissões, entre contratados e prestadores de serviço (PJs);

- extinção de programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine,
Cultura Retrô, Login) e tentativa de extinção do Manos e Minas;

- demissão da equipe do Entrelinhas e extinção do programa, sem
garantias de que ele seja quadro fixo do Metrópolis;

- aniquilação das equipes da Rádio Cultura e estrangulamento da equipe
de jornalismo;

- enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis;

- entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para
meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo;

- cancelamento de contratos de prestação de serviços (TV Justiça,
Assembleia e outros);

- doação da pinacoteca e biblioteca;

- sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos,
além do setor de transportes.

Pela sua composição e formato de indicação, o Conselho Curador da
Fundação Padre Anchieta não tem a independência necessária para
defender a Cultura das ações predatórias vindas de sua própria
presidência. Mesmo que tivesse, sobre alguns desses pontos o Conselho
Curador da Fundação Padre Anchieta sequer foi consultado.

Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser
dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões
sem compromisso com o interesse público, seriamente agravado na gestão
Sayad.

Nesse momento, é preciso afirmar seu caráter público e lutar pelos
seguintes pontos:

- Contra o desmonte geral da rádio e TV Cultura e pela retomada dos programas.

- Em defesa do pluralismo e da diversidade na programação.

- Por uma política transparente e democrática para abertura à
programação independente, com realização de pitchings e editais.

- Pela democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta

ATO CONTRA A PRIVATARIA DA CULTURA

3 de abril, terça-feira, às 19h

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Centro (ao lado da Câmara Municipal)

Gilberto Maringoni
Hamilton Octavio de Souza
Ivana Jinkings
Joaquim Palhares – Carta Maior
Laurindo Lalo Leal Filho
Luiz Carlos Azenha – blog Vi o Mundo
Luiz Gonzaga Belluzzo
Renato Rovai – Revista Fórum e Presidente da Altercom
Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos
Emir Sader
Flávio Aguiar

Altercom - Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social


domingo, 25 de março de 2012

Artigo do Profº Aquino, candidato a Reitor da Univap




POR UMA UNIVAP COMUNITÁRIA DE EXCELÊNCIA

Na epígrafe acima, o professor português resume o desafio colocado àqueles que ora disputam a reitoria da Univap. Isso vem ao encontro de nossa candidatura, quando defendemos uma universidade comunitária de excelência. É importante este ponto, pois, se todos os postulantes ao cargo de Reitor enfatizam a qualidade no ensino, talvez não haja concordância quanto ao significado do termo. Como universidade comunitária nosso compromisso deve ser com o meio social que nos abriga. Isto em momento algum reduz sua importância, pois, ao trabalhar em sintonia com sua região - trocando com ela saberes e
informações numa via de mão dupla e participando ativamente de sua vida social e política - a Univap poderá construir um conhecimento inovador e tomar lugar no debate mundial sobre os destinos da Universidade na contemporaneidade. O termo glocal expressa a coexistência harmoniosa entre global e local, valorizando tanto a sociedade global quanto os costumes, comportamentos e tradições locais. Esta ideia traduz o encontro bastante produtivo entre a cultura local e global. Porém, mais que promover este encontro, é preciso dar-lhe um sentido. Boaventura de Souza Santos, influente sociólogo da atualidade, critica o processo de mercantilização hoje predominante em muitas universidades, cujo foco na produção
de patentes e formação de profissionais para o mercado coloca em segundo plano o bem-estar da população de seu entorno. Aqui apontamos outro requisito em nosso conceito de qualidade: o espírito público. Sem ele, a universidade olha seu meio pelo retrovisor, só compromissada com os grandes interesses. Talvez a dificuldade de assumir este espírito público esteja no individualismo exacerbado atualmente. Escolhe-se a universidade que forma um bom profissional, mas raramente se pensa na que se preocupa em formar o cidadão. Ora, esta opção é ilusória. Um profissional sem senso crítico e não comprometido eticamente com seu meio pouco tem a contribuir com ele. Se, por exemplo, conseguirmos
formar professores críticos e comprometidos, as gerações futuras vão nos retribuir com sua ação buscando construir um meio social mais equilibrado. Isto se estende a todas as áreas e devemos pensar nas mudanças sociais que estão por vir com o pré-sal, com a recente implantação da região metropolitana e com o próprio caminhar de uma região sempre em expansão. A Univap é mantida pela Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE) e deve atender suas finalidades fundacionais. Lembramos que recentemente - após um intenso e rico processo de discussão, atendendo o clamor de alunos, docentes, funcionários e
diversos setores da comunidade externa - aprovamos um novo Estatuto cujo Artigo 1º afirma: “A FVE é pessoa jurídica de direito privado sem finalidade lucrativa e voltada à Assistência Social na área da Educação, sendo detentora de patrimônio personalizado por sua destinação social”. Assim, é evidente a natureza comunitária e o espírito público de sua existência, aspectos estes presentes nas intenções de seus antigos fundadores. Em suma, o cerne de nossa proposta é a retomada do espírito público na condução da Univap, reforçando os canais de diálogo com a comunidade e criando novos, sem perder de vista sua sustentabilidade e o seu compromisso com as cidades e região que tão generosamente a acolhem.

Professor Me. Luiz Carlos Andrade de Aquino – Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito da Univap Candidato à Reitor da Univap

REFUNDAÇÃO UNIVAP POR TODOS, por Profº. Aquino.

Só estou divulgando:


Prezados Senhores e Senhoras,  

Peço licença para o envio de minha Proposta como Candidato à Reitoria da Univap, para sua qualificada leitura. Seguem dois anexos: 1) O Plano de Trabalho, com diretrizes gerais e, 2) A Concepção de Universidade que o fundamenta. 

Ao compartilhar estas ideias e esta visão com vocês, minha intenção é que possa haver uma adesão natural e soberana à proposta, pois só assim poderia pedir o apoio a minha Candidatura à Reitoria da Univap. Se isso realmente existir, peço a gentileza de divulgá-la. Porém, independente do resultado deste processo, estou otimista, pois os candidatos são qualificados e isso com certeza irá garantir uma Univap com futuro promissor. 

Fico à disposição para qualquer esclarecimento. 

Prof. Luiz Carlos Andrade de Aquino, Me. 
Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito 

Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP. 

REFUNDAÇÃO UNIVAP POR TODOS

Prof. Luiz Carlos Andrade de Aquino, Me.

Esta candidatura tem como lema “REFUNDAÇÃO UNIVAP POR TODOS”, pois acredito que é possível, neste claro processo de mudança ainda em curso, refundar o papel de nossa universidade, possibilitando-a, efetivamente, cumprir com excelência sua função social com respeito à diversidade. É uma candidatura fruto de um projeto coletivo de mudança iniciado no último ano e que culminou no novo Estatuto da FVE.
Acredito que somente de forma coletiva poderemos forjar uma Universidade Comunitária de Excelência e que seja referência nacional no campo do ensino, da pesquisa e da extensão voltada para a comunidade. A integração de nossa tríplice função deve estar a serviço da emancipação e desenvolvimento social.

A proposta de trabalho que apresento está em absoluta consonância com as finalidades fundacionais da FVE, previstas em seu Novo Estatuto e vem ao encontro, de forma muito coerente, com o trabalho que nós, docentes, funcionários e alunos, aqui realizamos e queremos ver valorizado e reconhecido.

A operacionalização destes valores deve se cristalizar nos Colegiados Universitários, através de um processo livre de discussão, com a formação de fóruns e grupos de trabalho, dando continuidade e ampliando um processo de convencimento e deliberação inaugurado de forma inédita na mantenedora e sua mantida, a exemplo da atual Presidência e Reitoria. Portanto, esta candidatura assume, publicamente, o compromisso em trabalhar de forma coletiva para:

1. Uma Universidade comunitária plural e democrática.
2. Reconhecer e aperfeiçoar os colegiados acadêmicos como órgãos livres e legítimos de decisões.
3. Implantar o Planejamento Estratégico e o Orçamento Participativo, em conjunto com a FVE.
4. Buscar a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão.
5. Adequar o Estatuto da Univap ao Novo Estatuto da Mantenedora.
6. Revisar e adequar o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) com a missão da Univap.
7. Revisar e aperfeiçoar o Regimento Geral da Univap.
8. Buscar e usar os recursos econômicos e financeiros da FVE de forma responsável.
9. Aperfeiçoar os mecanismos de seleção de alunos, buscando aprimorar sua formação técnica e cultural.
10.Valorizar os talentos humanos internos (corpo docente e técnico-administrativo) e o patrimônio material da Univap.

Devemos construir nosso próprio modelo a partir de nossa realidade e dos valiosos talentos humanos e materiais que possuímos. Devemos e podemos propor mudanças substanciais em nossa tríplice função, fortalecendo os colegiados e, portanto, o diálogo e a participação de todos. A responsabilidade, a ética, o diálogo, a segurança jurídica e os investimentos baseados em planos estratégicos, se constituem como instrumentos necessários para buscarmos a sustentabilidade para realizar este projeto de inovação comunitária.

A Universidade é o local da crítica, do debate, dos argumentos e da natural e saudável pluralidade de visões. Porém, essas visões devem se ajustar aos valores e finalidades da FVE, pois nossa autonomia universitária, reconhecida legalmente, tem sua legitimidade a partir da missão de sua mantenedora.
Nesse sentido, esta candidatura apela para a construção de um diálogo harmônico com a FVE e, ainda, para a existência de decisões colegiadas, com ética e responsabilidade, ciente dos limitados recursos e da contínua busca pela sustentabilidade econômica para ampliar nossa inserção produtiva na comunidade.

É preciso ressaltar, ainda, a necessidade da Univap contribuir para o fortalecimento das Instituições de Ensino Básico (fundamental e médio), suas co-irmãs enquanto unidades de atividade-fim da FVE, estabelecendo relações estratégicas na formulação de projetos pedagógicos e colocando seus talentos humanos e conhecimento à serviço da formação integral do aluno, desde as séries iniciais até a pós-graduação, buscando a efetiva articulação do sistema de ensino FVE.

São inúmeras as atribuições de um Reitor e, considerando nosso momento institucional, ele deve possuir a competência em gestão e ser o maestro da mudança que queremos realizar. A capacidade de diálogo, de articulação, de trabalho em equipe, de condução dos distintos e legítimos interesses dentro da Universidade, são habilidades essenciais a quem ocupar este cargo. Devemos fortalecer este campo de mudanças para construirmos novas e promissoras alternativas de futuro à Univap.

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DE EXCELÊNCIA

A) DIRETRIZES PARA A VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA UNIVAP

1. Estabelecer critérios objetivos para classificação de professores e funcionários, visando eliminar de forma gradual, porém definitiva, as distorções ora existentes.

2. Valorizar no Plano de Carreira o professor que publique ou apresente trabalhos em Congressos Nacionais e Internacionais, particularmente trabalhos que tenham a participação de alunos (Critério de avaliação da Capes para os cursos de pós-graduação).

3. Estabelecer planos que incentivem a qualificação/treinamento de docentes e funcionários, que devem incluir o corpo técnico-adminitrativo diretamente ligado ao atendimento de alunos, aqui concebido como exercendo uma atividade-fim.

4. Garantir limitada autonomia orçamentária aos Diretores das Faculdades e do IP&D.

5. Reconhecer, apoiar e estimular os órgãos de representação discente, ampliando o diálogo com os alunos.

6. Reformular e ampliar a relação com ex-alunos, reintegrando-os à Universidade através de
programas e projetos, visando a educação continuada e a empregabilidade.

7. Repensar a estrutura institucional de cursos e faculdades.

8. Estabelecer processo de eleição, com ampla participação da comunidade acadêmica, para a escolha de Diretores e Coordenadores de Curso, com fixação de mandatos.

B) DIRETRIZES PARA O ENSINO DE GRADUAÇÃO

1. Realizar a inclusão sócio-econômica e cultural do aluno, viabilizando sua dedicação substantiva aos estudos e apreensão da cultura produzida em moldes eruditos.

2. Difundir a cultura erudita dentro da comunidade acadêmica (Há estudos que atestam a relação entre o domínio de um código erudito – literatura, cinema, teatro, música, artes plásticas – e o desempenho acadêmico dos alunos). Participação da Universidade na difusão artística dirigida à população das cidades que abrigam os campi da Univap e criação de espaços de convivência estudantil entre os alunos de diferentes cursos.

3. Estimular fortemente a iniciação científica na graduação.

4. Investir fortemente na infraestrutura (biblioteca, laboratórios, equipamentos em sala de aula, acesso às redes de informação e comunicação) e nos serviços de segurança e limpeza.

5. Ampliar o uso de ferramentas virtuais (AVA) no processo de ensino.

6. Ampliar de forma racional o número de professores em tempo integral e/ou parcial, dando suporte a atividades de iniciação científica e de desenvolvimento nas Faculdades e IP&D.

7. Estimular a conversão de professores horistas em tempo parcial, dirigido particularmente
para casos em que a prática profissional externa à Universidade representa uma contribuição importante à formação dos alunos e desenvolvimento de projetos.

GRANDE ATO / DENÚNCIA DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DE TEATRO EM LUTA.


DIA 27 DE MARÇO
DIA INTERNACIONAL DO TEATRO E NACIONAL DO CIRCO



CARTA DENÚNCIA

Dia Internacional do Teatro
27/03
Denúncias

NESTE 27 DE MARÇO DE 2012 – DIA INTERNACIONAL DO TEATRO E DIA NACIONAL DO CIRCO  – NÓS, COLETIVOS ARTÍSTICOS COMPONENTES DO   MOVIMENTO DE TEATRO DE GRUPOS DE SÃO PAULO, MAIS UMA VEZ, EXIGIMOS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE ESTEJAM À ALTURA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO PAIS, SEJAM EFICAZES E TENHAM CONTINUIDADE. ENTENDEMOS QUE O CUMPRIMENTO DESSAS PROPOSIÇÕES ATENDE NÃO APENAS AOS PROFISSIONAIS DE TEATRO, MAS CONTRIBUI PARA A GARANTIA DO ACESSO E A FRUIÇÃO DOS BENS CULTURAIS A TODA POPULAÇÃO.
Reafirmamos nossa luta histórica contra as leis de renúncia fiscal que ao longo de suas existências revelaram-se como um mecanismo perverso, utilizado para carrilhar os poucos recursos públicos para os interesses privados das corporações. Reafirmamos a defesa dos espaços públicos para o interesse público, assim, nos manifestamos contra qualquer proibição ou burocratização para utilização desses espaços por parte do teatro de rua ou demais artistas, bem como defendemos que os espaços públicos ociosos sejam ocupados para o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais.     

No âmbito Federal: Repudiamos o não comprometimento do Executivo Federal e do Congresso Nacional com o Projeto de Lei de Fomento ao Teatro Nacional – Prêmio Teatro Brasileiro. A demora na sua aprovação é um impedimento à democratização dos recursos para as artes cênicas no país. Denunciamos a falta de planejamento do Ministério da Cultura que tem abandonado os profissionais de teatro na condição da mais completa incerteza, sem saberem como e quando os editais federais serão lançados, julgados, contratados e, principalmente, pagos. Denunciamos a descontinuidade e a precarização das ações culturais já existentes tais como os Pontos de Cultura.

No âmbito Estadual: Denunciamos a falta de iniciativa do Executivo Estadual em defender a equiparação entre os recursos destinados à renúncia fiscal e os editais (ProAC ICMS e ProAC editais), defendida pela Comissão de Educação e Cultura da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo; defendemos a retomada das discussões sobre a implantação do Fundo Estadual de Arte e Cultura. Repudiamos a privatização da cultura pela renúncia das atribuições da Secretaria Estadual da Cultura em favor das chamadas “Organizações Sociais” e a política cultural com foco na construção de edificações em detrimento das ações culturais que efetivamente envolvam os artistas e a população.  

No âmbito Municipal: Repudiamos a crescente interferência do Executivo Municipal nas leis de fomento ao teatro e à dança, levando a uma burocratização mortal ao processo criativo. Denunciamos ausência de novas leis e programas que dêem conta da crescente demanda da cidade e a precarização de algumas ações culturais tais como o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), o Projeto Piá e a programação cultural dos CEUs. 
Movimento de Teatro de Grupos de São Paulo

In memorian

Ademar Guerra
Adilson Barros
Alberto GuziK
Alberto D’Aversa
Alfredo Mesquita
Altair Lima
Anatol Rosenfeld
Antonio de Andrade
Ariclê Perez
Armando Bogus
Augusto Boal
Arrelia
Benedito Corsi
Benjamin de Oliveira
Cacilda Becker
Campelo Neto
Cláudio Correa e Castro
Cláudio Mamberti
Carlos Zara
Carlos Miranda
Carlos A. Sofredinni
Carlos Augusto Strasser
Carlos Queiroz Telles
Carequinha
Chico Martins
Ciro Del Nero
Chiquinho Brandão
Chicharrão
Célia Helena
Consuelo Leandro
Dina Sfat
Dias Gomes
Dionísio Azevedo
Décio de Almeida Prado
Dulcina de Moraes
Eduardo Conde
Edith Siqueira
Elcio de Souza
Elísio Albuquerque
Eugênio Kusnet
Fernando Peixoto
Fernando Torres
Felipe Carone
Flávio Rangel
Flávio Império
Francisco Milani
Francarlos Reis
Fredi Kleemmann
Gianfrancesco Guarnieiri
Gianni Ratto
Gerson Abreu
Grande Otelo
Heleny Guariba
Hugo Della Santa
Iara Amaral
Ivan Albuquerque
Irina Greco
Isabel Ribeiro
Ítalo Rossi
João Albano
João Cândido Galvão
John Hebert
José Ferro
José Renato Pécora
Jorge Andrade
João Apolinário
Laerte Morrone
Lélia Abramo
Leina Crespi
Leonor Bruno
Lenine Tavares
Lílian Lemmertz
Lineu Dias
Lino Rojas
Luis A. Martinez Corrêa
Luís Sérgio Person
Luiz Armando Queiroz
Maria Duschenes
Mário Lago
Marlene França
Madame Morrineau
Mazzaropi
Miroel Silveira
Myrian Muniz
Mylene Pacheco
Olair Cohan
Oswaldo Barreto
Osmar Rodrigues Cruz
Oduvaldo Viana (pai)
Paulo Autran
Paulo Lara
Paulo Mendonça
Paulo Pontes
Paulo Villaça
Paulo Wolf
Paulo Yutaka
Petrônio Nascimento
Plínio Marcos
Piolin
Procópio Ferreira
Rafael Carvalho
Raul Cortez
Renato Consorte
René Gumiel
Reinaldo Maia
Ricardo Bandeira
Roberto Crosco
Roberto Freire
Rogério Cardoso
Rodolfo Mayer
Rodrigo Santiago
Rui Afonso
Rubens Corrêa
Rubens Brito
Ruthinéia de Moraes
Sadi Cabral
Sandra Bréa
Sandro Polônio
Sérgio Brito
Sérgio Cardoso
Sérgio Viotti
Sérgio Ropperto
Serafin Gonzáles
Tácito Rocha
Timochenko Webbi
Toresmo
Vianinha
Walter Avancini
Walter D’Ávila
Waterloo Gregório
Yan Michalsky
Zanone Ferrite
Zé Vicente
Ziembinski

A esses artistas e tantos outros que por qualquer lapso de memória não se encontrem relacionado(a)s, dedicamos este 27 de março de 2012.


DIA 27 DE MARÇO
DIA INTERNACIONAL DO TEATRO E NACIONAL DO CIRCO

É CHEGADA A HORA DE COBRAR NOVAMENTE UMA POLÍTICA ESTRUTURANTE PARA O BRASIL!

Apropriaremos-nos do formato da Escola de Samba pra sair às ruas de São Paulo num ato que mescla “Festa e Denúncia”.

O Ato terá inicio às 12h no Teatro Municipal de São Paulo e na seqüência ganhará às ruas em Cortejo para dialogar com a população que receberá a Carta Denúncia.

Na Comissão de frente teremos a figura da MADRINHA LADY ROUANET acompanhada de seus serviçais e cortejada pelas Secretarias e Ministério da Cultura.

AOS GRUPOS DE TEATRO SOLICITAMOS:
- Chegar ao Teatro Municipal pontualmente ao meio dia para organizarmos as ALAS.
- Se possível escolher alguns músicos do grupo pra fazer parte da ALA dos Músicos (Bateria), pois os mesmos irão compor e ensaiar o repertório do Cortejo em frente ao Teatro Municipal em espaço aberto.Cada coletivo se comprometerá de trazer os seus instrumentos. (A idéia é usarmos o repertório dos nossos espetáculos).
- Cada grupo ficará responsável pela sua atuação, produção e performance no trajeto, é importante termos a devida organização pra que cada ALA seja bem vista. Não necessariamente precisa fazer alguma apresentação, se quiser pode apenas cantar as músicas que serão propostas e distribuir a Carta Denúncia.
- Pedimos que venham caracterizado(a)s com figurinos de seus espetáculos, maquiagem, estandartes e mega-fones.
- Cada grupo escolhe um responsável pra organizar a distância entre uma ala e outra.

AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E ORGANIZAÇÕES SOLICITAMOS:
- Presença dos companheiros(a)s pra endossar a luta.
- E que se distribuam nas ALAS que serão formadas.

No dia formaremos as ALAS “DAS PLACAS” (que cobram uma política estruturante) e DOS MORTOS DO TEATRO E OUTROS QUE QUEIRAM PROPOR”.

Compareça!
Dia 27 de Março de 2012 às 12h.
No Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, S/N
Informações: (11) 8121-6554 ou 9592-0945