domingo, 25 de março de 2012

Artigo do Profº Aquino, candidato a Reitor da Univap




POR UMA UNIVAP COMUNITÁRIA DE EXCELÊNCIA

Na epígrafe acima, o professor português resume o desafio colocado àqueles que ora disputam a reitoria da Univap. Isso vem ao encontro de nossa candidatura, quando defendemos uma universidade comunitária de excelência. É importante este ponto, pois, se todos os postulantes ao cargo de Reitor enfatizam a qualidade no ensino, talvez não haja concordância quanto ao significado do termo. Como universidade comunitária nosso compromisso deve ser com o meio social que nos abriga. Isto em momento algum reduz sua importância, pois, ao trabalhar em sintonia com sua região - trocando com ela saberes e
informações numa via de mão dupla e participando ativamente de sua vida social e política - a Univap poderá construir um conhecimento inovador e tomar lugar no debate mundial sobre os destinos da Universidade na contemporaneidade. O termo glocal expressa a coexistência harmoniosa entre global e local, valorizando tanto a sociedade global quanto os costumes, comportamentos e tradições locais. Esta ideia traduz o encontro bastante produtivo entre a cultura local e global. Porém, mais que promover este encontro, é preciso dar-lhe um sentido. Boaventura de Souza Santos, influente sociólogo da atualidade, critica o processo de mercantilização hoje predominante em muitas universidades, cujo foco na produção
de patentes e formação de profissionais para o mercado coloca em segundo plano o bem-estar da população de seu entorno. Aqui apontamos outro requisito em nosso conceito de qualidade: o espírito público. Sem ele, a universidade olha seu meio pelo retrovisor, só compromissada com os grandes interesses. Talvez a dificuldade de assumir este espírito público esteja no individualismo exacerbado atualmente. Escolhe-se a universidade que forma um bom profissional, mas raramente se pensa na que se preocupa em formar o cidadão. Ora, esta opção é ilusória. Um profissional sem senso crítico e não comprometido eticamente com seu meio pouco tem a contribuir com ele. Se, por exemplo, conseguirmos
formar professores críticos e comprometidos, as gerações futuras vão nos retribuir com sua ação buscando construir um meio social mais equilibrado. Isto se estende a todas as áreas e devemos pensar nas mudanças sociais que estão por vir com o pré-sal, com a recente implantação da região metropolitana e com o próprio caminhar de uma região sempre em expansão. A Univap é mantida pela Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE) e deve atender suas finalidades fundacionais. Lembramos que recentemente - após um intenso e rico processo de discussão, atendendo o clamor de alunos, docentes, funcionários e
diversos setores da comunidade externa - aprovamos um novo Estatuto cujo Artigo 1º afirma: “A FVE é pessoa jurídica de direito privado sem finalidade lucrativa e voltada à Assistência Social na área da Educação, sendo detentora de patrimônio personalizado por sua destinação social”. Assim, é evidente a natureza comunitária e o espírito público de sua existência, aspectos estes presentes nas intenções de seus antigos fundadores. Em suma, o cerne de nossa proposta é a retomada do espírito público na condução da Univap, reforçando os canais de diálogo com a comunidade e criando novos, sem perder de vista sua sustentabilidade e o seu compromisso com as cidades e região que tão generosamente a acolhem.

Professor Me. Luiz Carlos Andrade de Aquino – Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito da Univap Candidato à Reitor da Univap

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