domingo, 7 de março de 2010

ESPAÇO ABERTO - Sobre a Educação


Da pedagogia colonial à pedagogia afetiva

Analisando a educação de uma forma subjetiva, vejo que há dois tipos de professores, o "professor educador" e o "professor 'ensinador'". O professor educador é um mediador do conhecimento, já o professor 'ensinador' é aquele que doutrina, a diferença entre eles é simples: Um constrói o conhecimento e os troca, o outro detém o conhecimento e o vê como algo imutável e absoluto.
O educador, depois da família e em parceria com, sem dúvidas, é quem dá a base para um indivíduo bem se estabelecer na vida. Porém, encontramos dificuldades que estão intimamente ligadas à política.
Passemos então, rapidamente pela história da educação brasileira, que teve inúmeros capítulos.
 A chegada dos portugueses trouxe consigo os padrões do ensino europeu, esse capítulo perdurou por 210 anos, quando os Jesuítas foram expulsos com as reformas pombalinas, assim o ensino laico (desvinculado da educação religiosa) e público, foi implantado, tempos depois, com a Proclamação da República, tentou-se várias reformas, mas o modelo foi pouco mudado. Nota-se que a educação, até os dias de hoje, tem importância secundária no nosso país, sempre vinculada aos interesses políticos, a ditadura da minoria, irônico e mediocremente colocado pela maioria.
A cultura do "status quo" permanece dos tempos da colônia, até tempos presentes, mas, para alegria geral da nação, a visto, ainda como uma faísca, muitos professores educadores, assumindo o lugar dos chamados por mim de "ensinadores", estes que assumem estão no almejo da não mais tão utópica e sonhada "Ordem e Progresso". Falo isso por experiência própria e professora apaixonada, hoje sou professora do ensino básico do município de Caraguatatuba, e tenho o nobre dever em educar, mas um dia também fui aluna, e tive mestres que pura e simplesmente amavam e amam aquilo que fazem, tinham tamanha sensibilidade que acabaram por me inspirar (eu e tantos outros colegas/amigos, que não são professores, mas carregam a essência do que nos foi carinhosamente passado) daí me tornando professora, por isso digo com conhecimento de causa, há sim uma faísca, uma sementinha, um grão, ou como queriam dizer, sinto que a mudança está e pode vir.


Bruna de Sousa Tau, 24, São José dos Campos - SP

2 comentários:

  1. Muito bem colocada suas palavras, seria ótimo que só existisse o educador.

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  2. Eu já tinha lido e gostado! Parabéns a Bruna.

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